O que separa uma agência que cobra caro de uma que compete por preço
Auditamos 25 agências de criação de sites em agosto de 2026. Cinco padrões apareceram nas melhores e em nenhuma das piores — e o primeiro deles não custa nada para copiar.
Antes de abrir a Chameleon, a gente fez um levantamento: 25 agências de criação de sites e landing pages — 18 brasileiras e 7 internacionais — avaliadas por oito critérios ponderados, com medição técnica direta de cada domínio.
O objetivo era egoísta: descobrir o que copiar. O resultado serve para qualquer empresa de serviço, não só para agência.
1. As melhores nomeiam o cliente. As piores nomeiam a si mesmas.
A agência mais bem avaliada da amostra escreve, na primeira tela, que faz sites para “construção, engenharia e indústria”. Três segmentos, por extenso. Outra atende só fabricantes. Uma terceira tem dezessete páginas, uma por profissão.
As piores dizem “empresas de todos os portes e segmentos” — ou falam de si mesmas: “Por que somos a melhor empresa de criação de sites?”
O efeito é econômico, não estético. Quem nomeia o nicho cobra mais pelo mesmo trabalho, ranqueia para buscas específicas quase sem concorrência, e é citado quando alguém pergunta a uma IA qual empresa faz X para Y. Quem diz “todos os segmentos” não ranqueia para nenhum e sobra a competição por preço.
2. Prova que dá para conferir vence prova declarada
De um lado: logos clicáveis que abrem um estudo de caso, nota pública por projeto entregue, depoimento em vídeo com rosto e nome.
Do outro: “100% de satisfação”, “5.2x mais vendas” sem metodologia, depoimento assinado só com o primeiro nome.
A regra que tiramos disso: prova que o visitante confere sozinho vale mais que prova em que ele precisa acreditar.
3. Toda agência boa tem um mecanismo com nome
As melhores da amostra tinham método batizado. As cinco piores não tinham nada nomeado — vendiam “criação de sites”.
Nomear o método faz três coisas: transforma serviço em produto, e produto tem preço; torna comparação direta impossível, porque ninguém mais tem aquilo; e cria uma entidade que um modelo de linguagem consegue citar pelo nome.
4. Higiene técnica é onde as piores se entregam
Todas as cinco melhores tinham exatamente um <h1> na home. Entre as
piores: uma com dezoito, uma com quatorze, uma com cinco.
É o defeito mais barato de corrigir que existe e funciona como indicador de tudo o mais. Uma agência que vende SEO e tem quatorze H1 na própria home está dizendo, sem querer, que não audita o próprio trabalho.
5. Quase ninguém está pronto para IA — inclusive quem vende isso
Dez das 25 não publicavam llms.txt. E o caso mais revelador foi o de uma
agência brasileira bem posicionada, que escreve “SEO e GEO” no menu, posiciona
GEO como serviço principal — e não tinha nem llms.txt nem os tipos básicos de
dado estruturado.
Vende o remédio e não toma.
O que fazer com isso
Se você tem uma empresa de serviço, os cinco valem para você quase sem tradução: diga para quem você é, mostre prova que dá para clicar, batize o seu método, arrume a casa técnica e prepare o site para ser lido por IA.
O estudo completo está publicado com o método, a amostra e — principalmente — as limitações declaradas. Estudo sem limitação declarada é material de venda disfarçado, e isso é um dos padrões que o próprio estudo penaliza.